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MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO
SECRETÁRIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº
04, DE 05/02/2001
O
SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 83, inciso IV, do Regimento Interno
desta Secretária, aprovado pela Portaria Ministerial
nº 574, de 8 de dezembro de 1998, e o que consta do Processo
nº 21000.000328/2000-12, resolve;
Art. 1º Aprovar a Metodologia de Análise da Razão
Isotópica 13 C/12C em Produtos e subprodutos das Plantas
do Ciclo Fotossintético C3 e C4, em conformidade ao
anexo desta instrução normativa.
Art. 2º Esta instrução normativa entra
em vigor na data de sua publicação.
LUIZ
CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO
METODOLOGIA DE ANÁLISE DA RAZÃO ISOTÓPICA
13 C/12C
EM PRODUTOS E SUBPRODUTOS DAS PLANTAS
DO CICLO FOTOSSINTÉTICO C3 e C4.
1.
Método: Espectrometria de massa de razão isotópica.
IRMS
2. Principio: Por meio da diluição dos isótopos
estáveis do carbono, pode-se mensurar quantitativamente
a adição do açúcar ou do álcool
de cana-de-açúcar no vinho, derivado da uva
e do vinho, fermentado alcoólico, fermentado acético
e outros subprodutos das plantas do ciclo fotossintético
C3, uma vez que, a razão 13C/12C é isotopicamente
diferente nos produtos e derivados das plantas do ciclo fotossintético
C4, da ordem de quatorze per mil. O erro nas análises
das variações naturais da razão 13C/12C
é inferior ou igual a 0,2%. O padrão internacional
adotado para a análise em delta per mil, é o
fóssil Bellemnitella americana, da formação
Pee Dee do Sul da Carolina, USA, abreviadamente, PDB.
3. Material
3.1 Equipamentos
- Espectrômetro de massa de baixa resolução
com sistema duplo de entrada ou similar.
- Linha de combustão sob fluxo continuo de oxigênio.
- Linha de alto vácuo, para a destilação
da amostra sob ação criogênica e à
vácuo.
3.2 Vidrarias e outros materiais:
- Cápsula de estanho de 8x5 mm;
- Garrafa Dewar de 665 ml;
- Pipeta de vidro graduada de 2 ml;
- Micropipeta de 100 ml;
- Nitrogênio liquido;
- Gelo seco;
- Oxigênio 2-8;
- Nitrogênio;
- Álcool.
4. Procedimento
- Destilação. Destilar lentamente, 1,5 ml da
amostra sob a ação criogênica (-169ºC)
e à vácuo (10-2 mbar). Ver anexo.
- Combustão. Proceder a combustão (950º
C) do destilado (100ml na cápsula de estanho) sob fluxo
continuo de oxigênio (1ml/minuto).
- Análise. Proceder a análise isotópica
da razão 13C/12C do dióxido de carbono da amostra
contra o padrão internacional PDB, no espectrômetro
de massa. Os resultados de sua réplica da amostra serão
expressos em delta per mil (d%o) com desvio padrão
inferior ou igual a 0,2%o.
- Percentual de pureza (%C3 ). Determinar os valores isotópicos
da razão 13C/12C em delta per mil dos produtos puros,
destilados, de derivados de C3 C4 para as retas padrões
da diluição isotópica.
5. Retas padrões
5.1 Vinhos e derivados
- Padrões de vinho. Mistura proporcional de vinhos
puros, destilados, das diversas variedades nacionais: d%o
13C, PDB (vinho) = (-27,86+/- 0,20)%o
- Padrões de açúcar de cana-de-açúcar;
d%o13C, PDB (açúcar)=(-11,46+/- 0,20)%o
- Reta padrão:
- d%o13C, PDB (vinho, açúcar) = -11,46 –
0,163867 (x); R2 = 99,9%, na qual (x) reflete o grau de pureza
(%C3 ) da amostra analisada.
5.2 Fermentados de maçã e derivados
- Padrão de fermentado de maça. Mistura proporcional
de fermentados de maça puros, destilados, das diversas
variedades nacionais;
d%o13 C, PDB (maça) = (-27,42 +/- 0,02)%o
- Padrão de açúcar de cana-de-açúcar.
d%o13 C, PDB (açúcar) = (-11,46 +/- 0,20)%o
- Reta padrão:
d%o13 C, PDB (maça, açúcar) = - 11,46
– 0,1596(x); R2 = 100%, na qual (x) reflete o grau de
pureza (%C3 ) da amostra analisada.
5.3 Fermentado de arroz e derivados
- Padrão de fermentado de arroz. Valor médio
da mistura de vinagres de arroz puros, destilados, das diversas
variedades nacionais;
d%o13 C, PDB (arroz) = (-27,60+/- 0,18)%o
- Padrão de vinagre de álcool. Valor médio
da mistura de vinagres de álcool puro, destilados,
das diversas variedades nacionais;
d%o13 C, PDB (vinagre de álcool) = (-13,28+/- 0,14)%o
- Reta padrão
d%o13C, PDB (arroz,vinagre de álcool) = -13,14 –
0,1428(x); R2 = 99,8%, na qual, (x) reflete o grau de pureza
(%C3 ) da amostra analisada.
5.4 Agrin
- Agrin, marca fantasia de uma mistura composta por 90% de
fermentado acético de álcool e 10% de fermentado
acético de vinho tinto ou branco, puro, com acidez
acética volátil mínima de 4,0 g/100ml.
- Padrão de vinagre de álcool. Valor médio
da mistura de vinagres de álcool puros, destilados,
das diversas variedades nacionais;
d%o13 C, PDB (vinagre de álcool) = (-13,28+/- 0,14)%o
- Padrão de vinagre de vinho. Valor médio da
mistura de vinagres de vinhos, destilados, das diversas variedades
nacionais;
d%o13 C, PDB (vinagre de vinho) = (-21,74+/- 0,10)%o
- Reta Padrão
d%o13 C, PDB (Agrin) = -13,1486 – 0,141589(x); R2 =
99,4%, na qual, (x) reflete grau de pureza (%C3 ) da amostra
analisada.
6. Cálculo de Critério de Análise
O valor do enriquecimento isotópico relativo (delta
per mil) da amostra versus o padrão internacional PDB
obtém-se pela expressão;
d%o13 C, (amostra PDB) = [(R amostra/R padrão)-1] .
103 , na qual R é a razão isotópica 13C/12C
da amostra e do padrão.
No mínimo duas repetições por amostra
são processadas, ou tantas quantas forem necessárias,
com o intuito do desvio padrão da média ser
inferior ou igual a 0,2%. Este erro total, inerente ao próprio
método, é reflexo da somatória dos erros
individuais da destilação, combustão
e análise isotópica.
A primeira e a segunda análise do Agrin a 10% forneceram
os seguintes valores em delta per mil: (-14,66%o) e (-14,46%o),
com valor médio e desvio padrão de (-14,56 +/-
0,10)%. Inserindo o maior e o menor valor desta média
na reta do agrin, obtém-se o grau de pureza (%C3 )
no intervalo de 9% a 11% de C3.
7. Limitação do método
A desvantagem do uso da técnica da diluição
isotópica dos isótopos estáveis do carbono
por espectrometria de massa é a não confiabilidade
na mensuração quantitativa entre duas fontes
primárias, pertencentes ao mesmo grupo de plantas e
subprodutos do ciclo fotossintético C3.
Entretanto esta técnica também pode ser aplicada
a outros derivados e outros subprodutos do ciclo fotossintético
C3 quando adulterados com subprodutos do ciclo fotossintéticos
C4, principalmente açúcar e álcool de
cana-de-açúcar ou milho.
8. Referências Bibliográficas
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n.7, 1990.
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stable isotopes by isotope ratio mass spectrometry. In: mass
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W. Boutton and Shinichi Yamasaki, Marcel Dekker, Inc.1996.
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In: Sample preparation and mass spectrometric analysis. In:
Carbon isotope techniques. Chaper 10. P. 155-171. Edited by
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DUCATTI, C., SALATTI, E., MATSUI, E. Método de análise
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DUCATTI, C., MATSUI, E., SALATI, E. Fundamentos teóricos
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DUCATTI, C. Isótopos estáveis ambientais. Apostila
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KOZIET, J., PICHLMAYER, F., ROSSMANN, A. Carbon, oxygen and
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In: Reference and intercomparison materials for stable isotopes
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LICATI, F. Isótopos estáveis do carbono (12C/13C)
em plantas dos ciclos bioquímicos C3 e C4 Monografia.
Instituto de Biociências, Campus de Botucatu, UNESP,
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MERIN, J., MINQUES, S. Mesure du rapport isotopique 13C/12C
du gaz carbonique des vins mousseux et des vins gazeifies.
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PELLA, E., COLOMBO, B. Study of carbon, hydrogen and nitrogen
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Mikro chimica Acta [Wine], 697-719, 1973.
PISSINATO, L., MARTINELLI, L.A, VICTÓRIA, R.L., CAMARGO,
P.B. Stable carbon isotopic analysis and the botanical origin
of ethanol in brasilian brandies. Food research International
32(1999), 665-668.
REMAUD, G., GUILLOU, C., VALLET, C., & MARTIN, G.L. A
couplet NMR and MS isotopic method for the authentication
of natural vinegars. Fresenius Journal of Analytical Chemistry.
(1992), 342:457-461.
ANEXO
DESTILAÇÃO A VÁCUO E CRIOGÊNICA
Fase
1. Adição de 1,5 ml da amostra e limpeza do
ar do sistema com gás N2.
Fase 2. Amostra a temperatura ambiente (H2O) e trap de nitrogênio
liquido (-196ºC). Vácuo a 10-2 mbar
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