O estudo realizado pela Universidade de
Barcelona (Espanha) e publicado na revista Analytical Chemistry,
é o primeiro que descreve a união dos polifenóis
do vinho com o LDL humano (lipoproteínas de baixa densidade),
identificando o LDL como estrutura alvo do resveratrol na
dieta. Desta forma, abriram-se novas perspectivas para resolver
as incógnitas da ação antioxidante do
resveratrol no organismo humano.
O resveratrol é um componente do vinho
não só antioxidante, mas também com propriedades
antiinflamatórias, antitumorais e que ajudam na prevenção
de doenças cardiovasculares. O estudo realizado pela
Universidade de Barcelona, abre um novo campo para as pesquisas
relativas à interação entre os efeitos
antioxidantes dos polifenóis e do LDL.
Seu principal objetivo foi demonstrar que
o resveratrol presente na dieta é capaz de chegar,
unir-se e agir no LDL humano. Para realizá-lo foi desenvolvido
um método rigoroso e sensível para detectar
o resveratrol e seu metabolismo no LDL de um grupo de voluntários,
após a ingestão moderada de vinho.
Durante dez dias um grupo de onze voluntários
foram submetidos a uma dieta especial que excluía alimentos
ricos em antioxidantes e compostos fenólicos como café,
chá, vegetais, amendoim, soja, sucos, vinho e azeite
de oliva. Depois desse período, os voluntários
beberam uma dose única de 250 ml de vinho e foram colhidas
amostras de sangue antes e após 24 horas de ingerido.
Para analisar o resultado os pesquisadores
utilizaram um método de cromatografia de líquidos
juntamente com a espectrometria de massas em tandem de alta
sensibilidade para detectar e quantificar a presença
de resveratrol e seus metabolismos provenientes da dieta.
O estudo revela outra novidade, após
a análise do sangue, foi constatado que os voluntários
não absorviam os polifenóis de maneira igual,
mostrando que existe uma variabilidade entre um indivíduo
e outro a qual poderá determinar os efeitos positivos
do consumo moderado de vinho em cada pessoa.
A pesquisa foi realizada pelo Grupo de Pesquisadores
de Antioxidantes Naturais do Departamento de Nutrição
e Bromatologia da Faculdade de Farmácia da Universidade
de Barcelona, e faz parte da Tese de Doutorado de Mireia Urpí-Sarda,
dirigida pela Dra. Cristina Andrés-Lacueva. Também
colaboram pesquisadores de reconhecida trajetória científica
nos Serviços Cientifico-Técnicos da Universidade
e do Instituto Municipal de Pesquisas Médicas de Barcelona
e da Universidade de Viena (Olga Jáuregui, Rosa Maria
Lamuela Raventós, Walter Jaeger e Maria Isabel Covas).
Estudo financiado pelo Instituto Espanhol
de Investigação e Tecnologia Agrária
e Alimentar e também da Caixa Penedés-Obra Social
da ESPANHA.

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