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A qualidade das uvas já colhidas em 2005 no Vale dos
Vinhedos e o resultado preliminar dos vinhos que estão
em vinificação, sinalizam que pelo segundo ano
consecutivo, a região fará uma safra excepcional.
O
clima seco que atingiu a região em todo o período
de maturação das uvas garantiu as condições
climáticas ideais para a colheita das frutas com maturação
perfeita, atingindo altas graduações de açúcares
(grau babo entre 20 e 24), bem acima da média registrada
em outros anos, proporcionando vinhos mais aromáticos,
com graduações alcoólicas naturais de
13 a 14%, também mais encorpados e agradáveis
ao paladar, devido a uma maior maturação dos
polifenós e taninos.
A
vinícola iniciou a vindima na segunda quinzena de janeiro
com as variedades chardonnay e pinot noir. Na seqüência,
foram colhidas as uvas riesling itálico, sauvignon
blanc e gamay. Atualmente, a empresa está colhendo
a variedade merlot. A vindima encerra-se com a colheita das
uvas cabernet sauvignon, prevista para o final do mês
de março. “Vinificamos praticamente todos os
vinhos brancos e a metade dos tintos. A graduação
de álcool ficou entre 12 e 14 graus. No ano passado,
quando a safra já havia sido excepcional, apenas algumas
variedades ultrapassaram os 13 graus”, afirma Adriano
Miolo, diretor-técnico da vinícola.
A
colheita da Miolo está sendo acompanhada por técnicos
da equipe do enólogo francês Michel Rolland,
consultor da vinícola, e por dois enólogos internacionais,
do Chile e de Portugal.
A
qualidade das uvas recebidas pela vinícola nunca esteve
tão uniforme como em 2005. Resultado de uma determinação
da empresa que limitou a produção de cada vinhedo
próprio e de seus parceiros. “Os parreirais em
espaldeira tiveram produtividade limitada em no máximo
8 ton/ha. Os vinhedos em “Y”, a 9 ton/há.
Os vinhedos em latada, que produziam de 15 a 20 ton/ha, foram
limitados a um máximo de 12 ton/ha”, afirma Ciro
Pavan, engenheiro agrônomo da vinícola. “O
crescimento da vinícola tem como prioridade a evolução
qualitativa dos vinhos”, ressalta Miolo.
A
reconversão dos parreirais de latada para espaldeira
tem crescido a cada ano. Dos vinhedos próprios da família,
95% já estão em espaldeira, sistema plantado
em linha que proporciona maior insolação das
frutas. Entre os produtores parceiros, a reconversão
já atinge cerca de 35%. “Os produtores estão
colhendo o resultado dos investimentos em reconversão,
pois produzem uvas de alta classificação, mais
valorizadas no mercado”, diz Miolo. Técnicos
da vinícola dão assistência aos vinhedos
dos parceiros durante todo o ano.
O
primeiro vinho da safra 2005 a chegar ao mercado será
o Gamay, o vinho mais jovem da Miolo. Será apresentado
na semana da Páscoa. Os vinhos Chardonnay, Pinot Noir
e Seleção Branco, os próximos da safra
a serem lançados, chegam ao varejo no final do ano.
A
Vinícola Miolo fará 5 milhões de garrafas
de vinhos nesta safra de 2005. Destes, 3,5 milhões
tintos e 1,5 milhão brancos.
Esta
é mais uma boa notícia para o vinho Brasileiro,
que já está conquistando seu espaço no
mercado e os paladares do mundo todo.

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