Introdução
Pretendemos
demonstrar no decorrer deste trabalho, os benefícios
que o vinho pode trazer à saúde do ser humano.
O
vinho é uma bebida que provém da transformação
da fruta, a uva, por isso se consumido moderadamente, regularmente,
e durante as refeições, é útil
na prevenção e tratamento de várias doenças.
Mas
como uma bebida alcoólica pode trazer algum benefício
à nossa saúde?
VINHO E SAÚDE
Consumo
da bebida milenar está associado ao bem estar, e longevidade.
Presente na história da humanidade desde seus primórdios,
o vinho, além de bebida tradicional, elixir dos deuses
e excelente afrodisíaco, é ótimo para
a saúde. Se ingerido moderadamente, traz benefícios
ao organismo humano, através do seu efeito antioxidante,
agindo beneficamente sobre as paredes das artérias.
"Consumido
de maneira moderada, o vinho produz resultados benéficos
absolutamente incontestáveis sobre a saúde humana"
dizem comprovados estudos científicos.
O
consumo de vinho é associado ao bem-viver, além
de ser uma bebida que harmoniza bem com qualquer tipo de alimento.
Sob
o aspecto médico, o grande diferencial do vinho, está
ligado à moderação do consumo, pois o
teor alcoólico da bebida é menor do que
o presente em destilados. "Trata-se de uma bebida raramente
associada ao alcoolismo".
Como
o consumo do vinho por si só já é responsável
pela elevação das lipoproteínas de alta
densidade (HDL) no sangue, o que na linguagem popular significa
o "bom colesterol", além de diminuir a agregação
das plaquetas, associados aos dois efeitos do produto o resultado
será sempre benéfico à proteção
do aparelho cardiovascular. "Está provado que
ao ser consumido moderadamente, o vinho diminui os riscos
de doenças coronarianas (infartos), além de
prevenir a ação de tromboses, derrames e acidentes
vasculares cerebrais isquêmicos".
Da
uva associada ao álcool decorrente da fermentação
do mosto, tem-se então o sagrado vinho, cujas propriedades
medicinais hoje são consideradas inclusive por cardiologistas,
que têm recomendado a bebida com freqüência,
principalmente para as pessoas com idade acima da faixa etária
de 30 anos quando, segundo contata-se, aumenta o risco de
acidentes cardiovasculares. A uva contribui com substâncias
de efeito antioxidante, comprovadamente favoráveis
à saúde humana.
O
vinho possui dois íons (silício e cromo), que
também têm ação benéfica
na limpeza das paredes das artérias. Como estas duas
substâncias permanecem na corrente sangüínea
apenas por 24 horas, para que elas possam ter efeito protetor
é necessário consumir vinho diariamente. "Aí
reside o segredo da bebida" se consumirmos o equivalente
a duas, três taças por dia. No caso dos idosos,
por exemplo, além da melhora de qualidade de vida,
o vinho também proporciona melhores digestão
e sono, além de bom humor.
Não
bastassem as propriedades já ressaltadas, o vinho também
está associado à longevidade, sendo mais recomendado
para tanto o vinho tinto.
Os
efeitos do vinho na saúde humana
Recentes
estudos internacionais destacam que consumidores moderados
de vinho podem durar mais do que os abstêmios. O vinho
é a mais saudável e higiênica das bebidas,
já proclamava o cientista Louis Pasteur, há
mais de cem anos atrás. O consumo moderado de vinho
traz uma longevidade extra.
Teorias
associam o vinho, com a redução do risco de
doenças do coração
As doenças do coração lideram a causa
de morte em muitos países do ocidente. Um considerável
número de estudos concluiu que os bebedores de vinho
tiveram diminuídos os riscos em relação
aos abstêmios. Sabe-se que o álcool desencadeia
metabolismos que inibem a coagulação do sangue
e, além dele, também outros componentes trazem
os seguintes benefícios:
Antioxidantes
- Foram encontrados compostos fenólicos no vinho que
possuem fortes propriedades antioxidantes que podem ajudar
a prevenir o fechamento das artérias e perigosas coagulações
internas do sangue.
Digestão
- O consumo habitual de vinho nas refeições
faz com que o álcool e os compostos fenólicos
do mesmo contenham efeitos adversos das comidas gordurosas.
Os limites
Para
se aproveitar as numerosas virtudes do vinho, não há
dúvida de que é necessário não
passar dos limites diários, geralmente admitidos pelos
especialistas na matéria e confirmados por trabalhos
de laboratório.
Estudos
já expostos em congressos sobre alcoolismo têm
considerado que para pessoas adultas, em bom estado de saúde
e cuja alimentação diária é equilibrada
e preenche as necessidades mínimas do organismo, este
pode normalmente oxidar o máximo de um litro de vinho
para um homem e três quartos de litro para uma mulher.
Acima de estes limites, ou se uma das condições
não é obedecida, o álcool se oxida mediante
processos tóxicos que se tornam nocivos.
Quando
esta dose diária não é ultrapassada e
se tem a precaução de reparti-la entre as duas
principais refeições, o vinho pode então
desempenhar seu papel de alimento tônico e benéfico.
O vinho e a alimentação
A
riqueza dos elementos que o integram fazem dele, na realidade,
um verdadeiro alimento líquido de incomparáveis
virtudes, e, analisando os seus componentes com os métodos
analíticos modernos, compreendemos mais facilmente
o valor de alimento simbólico e sagrado que o homem
sempre deu ao vinho. E não só o homem, mas também
o Filho de Deus, cujo primeiro milagre foi com o vinho das
bodas de Canaã.
A
água, calorias, vitaminas e os sais minerais são
um complemento alimentício muito importante como podemos
ver ao analisar a tabela a seguir. É uma bebida equilibrada,
se a compararmos com outras bebidas alcoólicas, especialmente
as destiladas, que são praticamente só calorias
e álcool puro.
Pesquisas
provam que o Vinho, tomado nas refeições, protege
o coração de problemas cardíacos. Segundo
pesquisadores existe na casca da uva uma substância
denominada Resveratrol, encontrada em maior quantidade no
vinho tinto, que tem o efeito de diminuir as taxas de LDL,
o "mau colesterol”, que se deposita nos vasos sanguíneos.
Outros cientistas concluíram que o resveratrol também
aumenta o nível de HDL, o colesterol "bom".
Este se liga às partículas de gordura, levando-as
para fora do vaso.
Flavonóides
presentes no vinho tinto, tem poder antioxidante até
maior que a Vitamina E, e por isso, protegem o coração
dos efeitos das gorduras.
Veja-se
a tabela de nutrientes na página seguinte:
Tabela de Nutrientes

(1)
Quantidades diárias recomendáveis para um homem
de porte físico médio
(2) Limite em que o álcool
é considerado totalmente inócuo a um homem de
porte físico médio.
CUIDE
DO SEU CORAÇÃO, BEBA VINHO
Saúde! A clássica saudação que
acompanha um brinde pode ser a mais pura expressão
da verdade, a ciência já comprovou que o consumo
de um a dois copos diários de vinho, em especial o
tinto, na hora das refeições deixa o coração
literalmente mais leve. Alguns povos, como os franceses, tradicionais
apreciadores da bebida, consomem em média 65 litros
anuais per capita. Isso explica, talvez, porque os franceses,
conhecidos mundialmente por sua culinária rica em manteiga,
molhos cremosos e queijos gordos, além de fumantes
inveterados e nem um pouco chegados a algum tipo de atividade
física, consigam ter um índice tão baixo
de mortalidade devido a enfartes e derrames, e uma longevidade
8 anos maior que os Americanos, que tomam somente 12 litros
per capita ano.
E
o consumo brasileiro mal chega a 1,5 litros anuais por pessoa,
para uma produção estimada em 260 milhões
de litros, segundo dados da UVIBRA - União Brasileira
de Vitivinicultura.
Entre
os mais de 200 componentes do vinho, existem substâncias
químicas conhecidas como flavonóides, encontrados
em vegetais como a cebola e a maçã, comprovadamente
com propriedades antioxidantes, ou seja, que protegem as células
do organismo da ação dos radicais livres, causadores
de doenças do envelhecimento. Nas uvas, esses Flavonóides
podem ser encontrados nos pigmentos que dão cor à
casca.
Os
Flavonóides, como Luteonina e Quercitina, presentes
no vinho tinto, tem poder antioxidante até maior que
a Vitamina E, e por isso, protegem o coração
dos efeitos das gorduras.
O
melhor é brindar à sua saúde saboreando
apenas dois copos ao dia.

O
"paradoxo francês" da medicina, que faz cientistas
questionarem como esta população pode ter menos
cânceres e doenças cardiovasculares apesar da
dieta rica em gorduras, pode ser explicado por uma substância
química presente no vinho tinto, que os franceses consomem
em boas quantidades, segundo um estudo da revista Câncer
Research.
A
substância chamada trans-Resveratrol ou Res, é
conhecida por suas "propriedades antiinflamatórias
e anticancerígenas" e controla as atividades de
uma proteína, que é capaz de ativar ou desativar
certos genes no interior de um núcleo celular, frisa
uma das principais autoras do estudo, a doutora Minnie Holmes-McNary,
da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill.
Os
pesquisadores, que trabalharam com células de cultivo
humano e de ratos, observaram que o Res modula a atividade
da NF-kappa B, uma proteína que une o DNA ao interior
do núcleo celular e genes ativos ou inativos.
Supostamente,
o Res ajuda a desativar um mecanismo de proteção
natural que resguarda as células cancerígenas
de serem aniquiladas.
"Quando
o Res estava ausente do cultivo in vitro, as células
cancerosas sobreviveram, mas quando estava presente (...),
conseguimos provocar a morte dessas células" desencadeando
a ação de um gene, escreveu Holmes-McNary.
"Esta
experiência é muito interessante porque explica
como uma dieta alimentícia atua ao nível das
moléculas", frisa a pesquisadora.
Os
especialistas frisaram que o Res atua igualmente sobre um
processo genético envolvido na inflamação
e ou no desenvolvimento da arteriosclerose ou bloqueio dos
vasos sanguíneos, e que portanto, suas pesquisas podem
ter aplicações em doenças cardiovasculares.
AS VIRTUDES TERAPÊUTICAS DO VINHO
É
muito importante salientar que as virtudes terapêuticas
do vinho só ocorrem se:
-
bebido com moderação
- regularmente e
- durante as refeições
O
grande responsável pelos efeitos benéficos do
vinho à saúde são os polifenóis,
isso porque eles têm:
-
um potente efeito antioxidante e
- uma ação antibiótica (eles matam um
grande número de bactérias e inibem o crescimento
de vários vírus, entre os quais o do herpes
e da poliomielite).
Os
franceses apesar de comerem muitas gorduras, fumarem mais
que em outros países industrializados e terem menos
atividade física, tem menos doenças do coração
e morrem menos por isso. E a explicação foi
de que os franceses tomam mais vinho sempre durante as refeições.
As
pessoas que bebem vinho moderadamente, durante as refeições
e regularmente, tem 20% menos de chance de ter câncer
de qualquer tipo. E as que têm câncer e bebem
vinho da mesma maneira, tem sobrevida maior. E os pacientes
que tem câncer e fazem tratamento com quimioterapia
e radioterapia e bebem vinho regularmente, moderadamente,
nas refeições, toleram bem mais este tratamento.
O
vinho melhora a consistência, elasticidade, hidratação
e microcirculação da pele. O efeito da ação
dos polifenóis do vinho na recuperação
da pele é impressionante. As mulheres podem ter essa
benção no tratamento das rugas. Impressiona,
talvez, porque seja o lugar onde se pode enxergar o seu efeito.
As
pessoas que envelhecem tomando vinho regularmente, moderadamente
e durante as refeições, envelhecem com melhor
qualidade de vida, tem:
-
melhor comunicação;
- melhor nível de atenção;
- menos agitação,
- menos incontinências e
- QI mais elevado
As
mulheres que tomam de 2 a 3 taças de vinho ao dia,
regularmente, ganham massa óssea e tem menos osteoporose.
Na
fase inicial, o vinho inibe em até 80% o crescimento
do HIV. Os pacientes com AIDS e que estão fazendo o
tratamento com o coquetel antiviral e bebem vinho moderadamente,
regularmente, durante as refeições, tem um maior
período de latência (período em que ficam
com o vírus sem manifestar a doença).
As
pessoas que tomam vinho durante as refeições
tem melhor digestão.
O vinho tem uma ação antiinflamatória
bem definida.
Os
polofenóis do vinho inibem, são uma real barreira
às manifestações alérgicas.
Os
polifenóis tem ação preventiva e curativa
na placa e cárie dentária. No Japão já
existem várias patentes de creme dental à base
de polifenóis do vinho.
As
instituições abaixo (que são muito severas
nos seus critérios científicos), reconhecem
que as pessoas que não têm contra-indicação
à ingestão de bebidas alcoólicas, e que
bebem vinho com moderação, regularmente e durante
as refeições, tem benefícios para a saúde:
*
FDA;
* AHA [American Hart Association];
* SBH [Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial];
* NSA [National Stroke Association].
Frase
da Drª Mathilde Cathiard, cientista francesa: "O
vinho como medicamento está longe de ser uma idéia
ridícula".

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